"O canto - Teu discípulo se inclina com respeito simboliza o espírito de oração no budismo.É uma oração baseada em nossa prática e que depende da força que temos dentro de nós e,ao mesmo tempo,conta com a força do que está fora de nós.Sabemos que,se não existir a força dentro de nós,também não existe a força fora de nós.Aqui está uma estrofe deste canto:
Teu discípulo por várias existências,por muitos kalpas,
ficou preso nos obstáculos do
carma,ânsia,raiva,ignorância,confusão e erros,
e hoje, graças ao conhecimento que tem de Buda,
reconhece seus erros
e começa sinceramente outra vez."
Thich Nhât Hanh - A Energia da Oração.
domingo, março 25, 2007
sábado, março 24, 2007
sexta-feira, março 23, 2007
Vinte Estrofes Mahayana de Nagarjuna
Homenagem à Manjushrikumarabhuta!
[1] Prostro-me ao Buddha todo-poderoso,
Cuja mente é livre do apego,
Que, em sua compaixão e sabedoria,
Ensinou o inexprimível.
[2] Na verdade, não há nascimento —
Então, certamente não há cessação ou liberação;
O Buddha é como o céu
E todos os seres têm essa natureza.
[3] Nem o samsara nem o nirvana existem,
Mas tudo é um continuum complexo
Como a face intrínseca do vazio,
O objeto da consciência última.
[4] A natureza de todas as coisas
Aparece como um reflexo,
Puro e naturalmente brilhante,
Com a natureza não-dual, tal como é.
[5] A mente comum imagina um eu
Onde não há absolutamente coisa alguma,
E se concebe de estados emocionais —
Felicidade, sofrimento e equanimidade.
[6] Os seis estados do ser no samsara,
A felicidade do céu,
O sofrimento do inferno,
São todos criações falsas, imaginações da mente.
[7] Do mesmo modo, as idéias de que a ação ruim
Causa o sofrimento, a velhice, a doença e a morte,
E de que a virtude leva à felicidade,
São meras idéias, noções irreais.
[8] Como um artista amedrontado
Pelo demônio que ele mesmo pintou,
O sofredor do samsara
É assustado pela sua própria imaginação.
[9] Como um homem preso na areia movediça,
Se agitando e se debatendo,
Deste modo os seres afundam
Na confusão de seus próprios pensamentos.
[10] Confundir a fantasia com a realidade
Causa uma experiência de sofrimento;
A mente é envenenada pela perturbação
Da consciência da forma.
[11] Dissolvendo a imaginação e a fantasia
Com uma mente de sabedoria compassiva,
Permaneça na consciência perfeita
Para ajudar a todos os seres.
[12] Assim adquirindo a virtude convencional,
Livre da teoria do pensamento interpretativo,
A compreensão insuperável é obtida
Com o Buddha, o amigo do mundo.
[13] Conhecendo a relatividade de tudo,
A verdade última é vista sempre;
Descartando a idéia de começo, meio e fim,
O fluxo é visto como a vacuidade.
[14] Então, todo o samsara e o nirvana é visto como é —
Vazio e insubstancial,
Nu e imutável,
Eternamente brilhante e iluminado.
[15] Como as imaginações de um sonho,
Que se dissolvem ao despertar,
Assim a confusão do samsara
Desaparece na iluminação.
[16] Idealizando as coisas de nenhuma substância
Como se fossem eternas, substanciais e satisfatórias,
Envolvendo-as em uma névoa de desejo,
Surge a roda da existência.
[17] A natureza dos seres é não-nascida,
Mas geralmente os seres são considerados existentes;
Tanto os seres quanto suas idéias
São crenças falsas.
[18] Nada mais é do que um artifício da mente
Este nascimento em um vir-a-ser ilusório,
Em um mundo de ação boa ou ruim,
Seguidas pelo renascimento bom ou ruim.
[19] Quando a roda da mente pára de girar,
Todas as coisas vêm a um fim.
Assim, não há qualquer coisa inerentemente substancial
E todas as coisas são absolutamente puras.
[20] Este grande oceano do samsara,
Cheio de pensamentos deludidos,
Pode ser atravessado no barco Mahayana.
Quem pode alcançar o outro lado sem ele?
As Vinte Estrofes Mahayana (sânsc. Mahayanavimsaka, tib. Theg pa Chen po Nyi shu) foram compostos pelo mestre Nagarjuna. Eles foram traduzidos para o tibetano pelo pandita de Kashmir, Ananda, e pelo monge tradutor Dragjor Sherab (tib. Grags 'byor Shes rab).
[1] Prostro-me ao Buddha todo-poderoso,
Cuja mente é livre do apego,
Que, em sua compaixão e sabedoria,
Ensinou o inexprimível.
[2] Na verdade, não há nascimento —
Então, certamente não há cessação ou liberação;
O Buddha é como o céu
E todos os seres têm essa natureza.
[3] Nem o samsara nem o nirvana existem,
Mas tudo é um continuum complexo
Como a face intrínseca do vazio,
O objeto da consciência última.
[4] A natureza de todas as coisas
Aparece como um reflexo,
Puro e naturalmente brilhante,
Com a natureza não-dual, tal como é.
[5] A mente comum imagina um eu
Onde não há absolutamente coisa alguma,
E se concebe de estados emocionais —
Felicidade, sofrimento e equanimidade.
[6] Os seis estados do ser no samsara,
A felicidade do céu,
O sofrimento do inferno,
São todos criações falsas, imaginações da mente.
[7] Do mesmo modo, as idéias de que a ação ruim
Causa o sofrimento, a velhice, a doença e a morte,
E de que a virtude leva à felicidade,
São meras idéias, noções irreais.
[8] Como um artista amedrontado
Pelo demônio que ele mesmo pintou,
O sofredor do samsara
É assustado pela sua própria imaginação.
[9] Como um homem preso na areia movediça,
Se agitando e se debatendo,
Deste modo os seres afundam
Na confusão de seus próprios pensamentos.
[10] Confundir a fantasia com a realidade
Causa uma experiência de sofrimento;
A mente é envenenada pela perturbação
Da consciência da forma.
[11] Dissolvendo a imaginação e a fantasia
Com uma mente de sabedoria compassiva,
Permaneça na consciência perfeita
Para ajudar a todos os seres.
[12] Assim adquirindo a virtude convencional,
Livre da teoria do pensamento interpretativo,
A compreensão insuperável é obtida
Com o Buddha, o amigo do mundo.
[13] Conhecendo a relatividade de tudo,
A verdade última é vista sempre;
Descartando a idéia de começo, meio e fim,
O fluxo é visto como a vacuidade.
[14] Então, todo o samsara e o nirvana é visto como é —
Vazio e insubstancial,
Nu e imutável,
Eternamente brilhante e iluminado.
[15] Como as imaginações de um sonho,
Que se dissolvem ao despertar,
Assim a confusão do samsara
Desaparece na iluminação.
[16] Idealizando as coisas de nenhuma substância
Como se fossem eternas, substanciais e satisfatórias,
Envolvendo-as em uma névoa de desejo,
Surge a roda da existência.
[17] A natureza dos seres é não-nascida,
Mas geralmente os seres são considerados existentes;
Tanto os seres quanto suas idéias
São crenças falsas.
[18] Nada mais é do que um artifício da mente
Este nascimento em um vir-a-ser ilusório,
Em um mundo de ação boa ou ruim,
Seguidas pelo renascimento bom ou ruim.
[19] Quando a roda da mente pára de girar,
Todas as coisas vêm a um fim.
Assim, não há qualquer coisa inerentemente substancial
E todas as coisas são absolutamente puras.
[20] Este grande oceano do samsara,
Cheio de pensamentos deludidos,
Pode ser atravessado no barco Mahayana.
Quem pode alcançar o outro lado sem ele?
As Vinte Estrofes Mahayana (sânsc. Mahayanavimsaka, tib. Theg pa Chen po Nyi shu) foram compostos pelo mestre Nagarjuna. Eles foram traduzidos para o tibetano pelo pandita de Kashmir, Ananda, e pelo monge tradutor Dragjor Sherab (tib. Grags 'byor Shes rab).
quinta-feira, março 22, 2007
Aula de culinaria japonesa
Estão acontecendo no Busshinji aulas de culinária, ministradas por Saua San (primeira à esquerda), uma verdadeira mestra na Arte Culinária. Estamos tendo a honra e o prazer de aprender seus segredos na hora de preparar deliciosas refeições.
Este é o momento de degustação da terceira aula, no qual tivemos a companhia do monje Dosho e do mestre Saikawa.

O prato. Missoshiro com Tempurá.

Este é o momento de degustação da terceira aula, no qual tivemos a companhia do monje Dosho e do mestre Saikawa.

O prato. Missoshiro com Tempurá.
sábado, março 17, 2007
domingo, março 11, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
Carta do Colegiado Buddhista Brasileiro
A Revista Veja publicou,na última edição,um resumo da carta oficial,transcrita abaixo, do Colegiado Buddhista Brasileiro.Este,manifestando-se sobre uma matéria publicada pela revista em edição anterior,cujo conteúdo versava sobre budismo.
"Fé e Ciência
O budismo não tem dogmas,não preconiza um Criador ou uma divindade e não se baseia em uma fé,exceto na de que o homem,por seus próprios meios,pode despertar de suas ilusões.O budismo descarta almas,espíritos ou sementes permanentes que encarnem,sendo a crença de que o budismo seja reencarcionista mais uma transferência de axiomas de outras religiões.Para o budismo é a mente em funcionamento que cria a sensação de identidades pessoais.Em especial,para o zen-budismo,o budismo é uma religião de despertar,não uma religião de acreditar"
Monge Meihô Genshô
Diretor-geral do Colegiado Buddhista Brasileiro.
"Fé e Ciência
O budismo não tem dogmas,não preconiza um Criador ou uma divindade e não se baseia em uma fé,exceto na de que o homem,por seus próprios meios,pode despertar de suas ilusões.O budismo descarta almas,espíritos ou sementes permanentes que encarnem,sendo a crença de que o budismo seja reencarcionista mais uma transferência de axiomas de outras religiões.Para o budismo é a mente em funcionamento que cria a sensação de identidades pessoais.Em especial,para o zen-budismo,o budismo é uma religião de despertar,não uma religião de acreditar"
Monge Meihô Genshô
Diretor-geral do Colegiado Buddhista Brasileiro.
sexta-feira, março 02, 2007
A prática do carreto
Quando mudamos de casa, aquilo que costumamos chamar por "minha casa" ou "a sala" ou "o cantinho dos gatos" transforma-se em inúmeras caixas. Toda a miríade de coisas, lembranças, enfeites e utensílios vira em seu avesso, que é a caixa.
Escada acima, escada abaixo, dor nas costas, ufa!, tudo desempacotado em outros lugares, e eis novamente uma infinidade de formas.
A pergunta que surge, então, é: casa nova ou casa velha?
o templo em silêncio
nem passado nem futuro
mente sem morada
Escada acima, escada abaixo, dor nas costas, ufa!, tudo desempacotado em outros lugares, e eis novamente uma infinidade de formas.
A pergunta que surge, então, é: casa nova ou casa velha?
o templo em silêncio
nem passado nem futuro
mente sem morada
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