
Olhou o Buda dourado de tamanho descomunal e disse:
- Não faz sentido este Buda aí fora.
Hojes as grandes cidades são lugares complexos em que se vive separadamente, com raras experiências comunitárias. Com isso, a rede que une todos os seres não é percebida e muitas pessoas vivem uma vida de insatisfação.
Na prática da meditação zazen não se rejeita ou se retém nada, momento após momento, sem dar preferência a uma ou outra coisa. O que quer que surja na mente, deixamos que venha, deixamos que vá.
Ao ar livre, sentar, praticar, limpar o local e seguir. Nada para levar, nada para deixar.
Observe a impermanência sem descanso,
isso irá encorajá-lo a buscar o Caminho.”
O zazen é simples e difícil. Não se trata de uma técnica complicada, que exige um elaborado sistema. Por isso muitos logo se desinteressam pela sua prática. Na verdade, não há atividade mais simples. Bodhidharma pôde ensiná-la sem palavras e assim ocorre até hoje. Mas é difícil. É importante que, terminado o zazen, os zafus sejam arrumados adequadamente. Devem ser colocados cuidadosamente ao lado dos outros, alinhados na estante, com as fitas brancas também alinhadas. Em casa, o mesmo deve ser feito. É muito simples deixar os zafus arrumados, mas muito difícil também. Deixá-los de qualquer jeito, bagunçados, é fácil. Mas bastante complexo.
Nossas ondas de tristeza
por tua partida tão rápida,
se dissipam ao encontrarem
as ondas de alegria de nosso
samadhi atualizado em Shikan taza.
Nossa prática espelha tua prática.
Vai sereno, segue tua carta náutica.
Atravessa as ondas que jogam a mente
pequena de um lado para o outro como numa
tempestade em alto mar.
Felipe, amigo, segura-te firme ao leme!!!