sexta-feira, março 31, 2006

As ervas daninhas da mente

Aquelas palavras ainda estão frescas em minha lembrança. Quando me lembro do então Superior Miyoshi, ele dizia com frequência que teríamos que acabar com os três venenos de nossa mente: a ignorância, o apego e a raiva. Qualquer praticante de budismo, seja de que tradição for, deverá cortar de sua mente as raízes destes venenos em sua origem. O fato de não agir desta forma, é alimentar o apego à própria mente. Estar apegado é continuar mantendo uma mente que procura-se não mudar. Ao contrário, ficamos temerosos de abandonar toda a nossa ignorância, nossa raiva, nossa vaidade, nossos erros, nossas frustrações... Por causa do apego surge também a raiva, fruto da ignorância. Mas temos raiva por causa de nossa ignorância. De nossa ignorância surgem todos os erros e comportamentos equivocados. Um veneno alimenta o outro e nesta somatória o sofrimento surge em nossas vidas e no mundo. As guerras existem porque os povos, seus governantes, agem em função dos três venenos. Se um povo desejar a guerra sem que o outro não a deseje, o caminho para o entendimento se torna mais favorável. Toda corrida bélica tem como origem a ignorância, o apego e a raiva. Em se tratando de nossa própria mente, o treinamento budista é similar o do jardineiro: toda vez que as ervas daninhas surgirem, temos que cortá-las. Por isso, fazemos zazen. O zazen não serve para ceifar as ervas daninhas de nossa mente, entretanto nos mostra claramente o desenvolvimento delas e a ilusão provocada pela ação deles. Cada vez que fazemos zazen, os três venenos podem revelar a sua verdadeira face. sem nenhuma consistência. Eles são falsos, navegando a esmo na correnteza de nosso karma.

2 comentários:

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